Melhores simuladores de voo: como escolher o adequado de acordo com a tua forma de voar
Falar dos melhores simuladores de voo como se existisse um superior aos restantes é ficar à superfície. Na simulação aérea, nem todos os utilizadores procuram o mesmo nem voam da mesma forma. Há quem priorize o realismo técnico, quem procure exploração visual, combate ou imersão total.
Escolher bem não depende de rankings, mas sim de que tipo de voo queres fazer e que experiência procuras. Neste conteúdo analisamos os simuladores de voo mais relevantes a partir de uma abordagem prática, para te ajudar a escolher aquele que realmente se adapta a ti.
Antes de escolher um simulador: que tipo de piloto virtual és
Antes de falar de simuladores concretos, convém responder a uma pergunta-chave: que tipo de voo queres fazer. Nem todos os simuladores foram pensados para o mesmo, e escolher sem ter isto claro costuma acabar em frustração ou num software pouco aproveitado.
Há utilizadores focados no voo civil e nos procedimentos reais, interessados em navegação, gestão de cabina e comportamento fiel da aeronave. Outros desfrutam do voo visual e da exploração, percorrendo o mundo ou voando a baixa altitude. Existem também os que procuram aviação militar e combate, onde entram em jogo a aviônica avançada e os sistemas de armas. E, por fim, quem prioriza a imersão total, especialmente com VR, onde a sensação de estar dentro da cabina é tudo.
Ter claro o teu perfil como piloto virtual é o que realmente te permitirá acertar na escolha do simulador, para além de rankings ou recomendações genéricas.
Vive a simulação de voo como nunca antes
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Nem todos os simuladores de voo perseguem o mesmo objetivo. Alguns priorizam a física e os procedimentos, outros a representação do mundo real, e outros centram-se no combate ou na simulação de sistemas complexos. Por isso, mais do que falar do “melhor”, faz mais sentido perceber em que se destaca cada um.
Microsoft Flight Simulator

É a referência em exploração e voo visual. A sua recriação do mundo real, baseada em dados de satélite e fotogrametria, torna-o ideal para voos VFR e aviação geral. Melhorou bastante ao nível dos sistemas com o tempo, mas o seu maior ponto forte continua a ser o ambiente e a sensação de voar sobre o planeta real.
X-Plane 12

Muito valorizado pelo seu modelo de voo e comportamento aerodinâmico. É comum entre utilizadores que procuram realismo técnico, procedimentos e uma sensação de voo mais direta. O aspeto visual evoluiu, mas o foco continua a estar na física e na simulação pura.
DCS World

O padrão quando falamos de aviação militar e combate aéreo. Destaca-se pelo nível de detalhe nos sistemas, aviônica e armamento, com uma curva de aprendizagem elevada. Não é um simulador generalista, mas sim uma plataforma altamente especializada.
FlightGear

Uma alternativa gratuita pensada para quem quer iniciar-se na simulação de voo sem investimento inicial. Oferece um modelo de voo competente e uma comunidade ativa, embora exija mais tempo de configuração e ajustes.
Cada um destes simuladores responde a uma necessidade diferente. Compreender o seu enfoque é essencial para escolher bem e não ficar apenas pelo nome mais popular.
O que entendemos por realismo num simulador de voo
Quando falamos de realismo na simulação de voo, não nos referimos apenas aos gráficos. Um simulador pode ter ótimo aspeto e, ainda assim, não transmitir sensações credíveis ao voar. O realismo começa no modelo de voo, na forma como a aeronave responde aos comandos, ao peso, ao vento ou às alterações de configuração.
A isto junta-se a simulação de sistemas, como a gestão do motor, a aviônica e os procedimentos reais. Outro ponto-chave é a leitura da informação: compreender o que o avião está a fazer e porquê, para além do que se vê no ecrã. Um simulador coerente e bem equilibrado costuma resultar mais realista do que um espetacular mas superficial.
Simuladores de voo e hardware: o erro que quase todos cometem
Um dos erros mais comuns ao escolher um simulador de voo é separar o software do hardware. Um simulador excelente pode oferecer uma experiência fraca se o equipamento não acompanhar ou se não estiver ajustado ao tipo de voo que se pretende realizar.
Nem todos os simuladores exigem o mesmo: alguns dependem mais da potência gráfica, outros sobrecarregam mais a CPU devido à simulação de sistemas e à física. A isto junta-se o tipo de controlo. Voar com teclado ou comando limita bastante a experiência face a um joystick, um HOTAS ou pedais adequados.
Também acontece o erro oposto: investir em hardware avançado sem o aproveitar. A VR, por exemplo, pode ser incrivelmente imersiva, mas só faz sentido se o simulador estiver bem otimizado e o equipamento conseguir correr tudo de forma fluida. Caso contrário, acaba por gerar mais frustração do que realismo.
Escolher simulador e hardware como um conjunto, e não de forma separada, é essencial para desfrutar verdadeiramente da simulação de voo.